Em audiência pública, agricultores familiares cobram incentivos do Executivo


Data:16/04/2018

16/04/2018 14h02 - Atualizado em 16/04/2018 14h04

Em audiência pública, agricultores familiares cobram incentivos do Executivo

Embrapa anunciou R$ 500 mil para o desenvolvimento do setor

Maisse Cunha | Foto: Divulgação/Câmara Municipal

 

Agricultores familiares aproveitaram a audiência pública da Câmara Municipal de Campo Grande, para cobrar incentivos do Executivo para o desenvolvimento do setor, em Mato Grosso do Sul. A reunião aconteceu na manhã desta segunda-feira (16), com a presença de autoridades, sindicatos e federações.

Dentre as principais reinvindicações do setor, estão alguns direitos básicos como mobilidade, segurança, escoamento da safra, além da infraestrutura e recursos necessários para a produção agrícola.

A vereadora Dharleng Campos defendeu que 80% dos empregos gerados, advém do campo. “Os agricultores familiares, na maioria dos casos, produzem para o local, não exportam. Outra característica, não empregam grande quantidade de maquinário, ou seja, não há substituição do trabalhador do campo pelos equipamentos”, disse.

Na ocasião, a Embrapa anunciou a formação de cadastro para 440 famílias de agricultores, com investimento de R$ 500 mil para o desenvolvimento do setor no Estado. A Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia) também divulgou a abertura de 13 projetos de fomento ao setor cujas verbas ainda não estão disponíveis.

“No interior existe um departamento ou uma secretaria voltada para agricultura. Campo Grande realmente tem necessidade de um departamento ou uma secretaria. Não que nós não estamos dando conta, mas são 710 mil hectares de áreas na Capital que precisam de um foco maior”, afirmou o representante da Sedesc, João Luiz Auler.

Para o representante da Agraer (Agência 0de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Araquem Ibrahim Midon, a própria legislação vigente é responsável pelo ‘travamento’ no desenvolvimento do setor.

“Fizemos um convênio com o Incra e nós vamos até a propriedade fazer o levantamento de quem ainda não tem este documento. Estamos fazendo uma força-tarefa e já vistoriamos mais de mil locais. Temos nossa limitação no limite de atuação da União. Estamos tratando caso a caso modalidade a modalidade”, relatou.